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Curvas de nível com drone: como gerar direito — e os 4 erros que arruínam o produto

Escrito por quem entrega curvas em DXF toda semana. O fluxo técnico correto, as escolhas que separam um produto profissional de um "espaguete de linhas", e os limites honestos.

O fluxo correto, do voo ao DXF

  1. Voo bem planejado — sobreposição 75/65 e GSD compatível com a escala (checklist de voo aqui);
  2. Nuvem de pontos densa por fotogrametria;
  3. Classificação do terreno — algoritmos (SMRF/IA) separam solo de vegetação, construções e veículos;
  4. MDT interpolado só com pontos de solo (MDT vs MDS explicado);
  5. Suavização do MODELO — filtro no raster antes de extrair qualquer curva;
  6. Extração com equidistância certa + suavização da geometria das linhas;
  7. Exportação em DXF (CAD) e SHP (QGIS/ArcGIS), com a cota gravada em cada curva, em SIRGAS 2000.

Os 4 erros que a gente vê todo mês

Erro 1 — Extrair curvas do modelo de superfície (MDS)

Cada árvore vira uma "colina", cada telhado vira um "morro". Se as curvas formam ilhas circulares onde a ortofoto mostra árvores, o produto está errado para uso topográfico. Curva de nível se extrai do MDT filtrado — sempre.

Erro 2 — Equidistância menor que a precisão do levantamento

Este é o erro mais sutil e o mais comum. Se o levantamento tem precisão vertical de ~10 cm, gerar curvas de 25 em 25 cm significa desenhar ruído, não relevo: milhares de linhas serrilhadas que não representam nada. Regra de ouro: a equidistância deve ser 2 a 3 vezes maior que o erro vertical do modelo.

LevantamentoEquidistância recomendada
Drone sem GCP (voo ~100 m)1,0 m (padrão de mercado)
Drone com GCP / RTK bem executado0,5 m possível, 1,0 m confortável
Projeto executivo fino0,25–0,5 m só com apoio de campo rigoroso

Erro 3 — Não suavizar o modelo antes de extrair

Mesmo um MDT bem classificado tem textura de ruído (grama, sulcos, micro-relevo do pixel). Extrair curvas direto dele gera o famoso serrilhado. O correto é aplicar filtragem no raster (mediana + gaussiana) antes da extração, e depois suavizar a geometria das linhas — nessa ordem. Só suavizar a linha no CAD "maquia" o ruído; suavizar o modelo o elimina.

Erro 4 — Ignorar a diferença entre cota elipsoidal e altitude

O GPS do drone mede altura sobre o elipsoide; a topografia trabalha com altitude ortométrica (nível do mar). No Brasil a diferença chega a dezenas de metros. Sem correção do geoide (ou sem pontos de controle), suas cotas podem estar sistematicamente deslocadas — os desníveis valem, os valores absolutos não.

No MAP.IA, todo projeto sai com DOIS conjuntos de curvas (do MDT e do MDS), modelo suavizado antes da extração, equidistância definida pela precisão real do voo e correção de geoide (EGM96) quando não há GCP. É o pacote que um projetista consegue usar sem retrabalho.

Quanto custa ter isso pronto

R$ 0,36 por foto no beta (mínimo R$ 45): um voo de 300 fotos custa ~R$ 108 e volta em até 48h com ortomosaico + MDT/MDS + curvas suavizadas em DXF/SHP + nuvem de pontos + relatório. Comparação completa de custos aqui.

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